Entidades Sindicais intensificam ações para garantir pagamento das verbas rescisórias aos trabalhadores das Casas Bahia
09/10/2026
Cerca de 4 mil trabalhadores(as) demitidos pelas Casas Bahia
aguardam o pagamento das verbas rescisórias após o fechamento de 298 lojas da
rede. Diante da situação, o Sindicato dos Comerciários de São Paulo (SECSP),
que representa trabalhadores e trabalhadoras da capital segue mobilizado e
participa das discussões para garantir os direitos dos ex-funcionários e
funcionárias, buscando uma solução que permita o pagamento dos valores devidos
no menor prazo possível.
Em nível nacional, as negociações envolvem a Confederação
Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), a Confederação Nacional dos
Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT e outras representações sindicais,
em articulação com a Justiça do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho
(MPT). Após uma reunião de mediação realizada em Brasília, uma proposta de
acordo está em discussão, as negociações continuam e entre os dias 13 e 16 de
outubro está prevista nova rodada de negociação.
Para o SECSP, a prioridade é que as negociações avancem e
tenham um desfecho rápido, evitando que os trabalhadores, já atingidos pela
perda do emprego, enfrentem ainda mais dificuldades para receber os direitos
garantidos pela legislação trabalhista.
Desde o anúncio das demissões em massa, o Sindicato atua em diferentes frentes, com medidas judiciais, participação em audiências, assembleias com os trabalhadores e mobilizações públicas. A entidade reafirma que continuará acompanhando as tratativas e cobrando uma definição que assegure o pagamento das rescisões e o respeito aos direitos da categoria.
Histórico da atuação do SECSP
13 e 14 de agosto de 2026 — Demissões em massa e
fechamento de lojas
A Casas Bahia anunciou a demissão de cerca de 3 mil
trabalhadores e trabalhadoras e o fechamento de quase 300 lojas, além de
ingressar com pedido de recuperação judicial. A notícia surpreendeu os
funcionários e as entidades sindicais, incluindo a diretoria do Sindicato dos
Comerciários de São Paulo.
18 de agosto de 2026 — Justiça do Trabalho concede
liminar
A juíza Katarina Roberta Mousinho de Matos, da 11ª Vara do
Trabalho de Brasília, concedeu liminar em ação proposta pela CNTC para o
restabelecimento provisório dos contratos. A medida buscou evitar que os
direitos trabalhistas fossem submetidos ao processo de recuperação judicial, o
que poderia prolongar a espera pelo recebimento dos valores devidos.
25 de agosto de 2026 — Primeira audiência de mediação no
TRT-2
O Sindicato participou de audiência no Tribunal Regional do
Trabalho da 2ª Região (TRT-2) para discutir a situação dos trabalhadores que
aguardavam autorizações do convênio médico para procedimentos e cirurgias.
31 de agosto de 2026 — Assembleia com os trabalhadores
demitidos
O SECSP realizou, em sua sede, na região central de São
Paulo, uma assembleia com expressiva participação de trabalhadores e
trabalhadoras desligados da rede. O encontro permitiu discutir a situação dos
demitidos e reforçar a mobilização em defesa de seus direitos.
2 de setembro de 2026 — Nova audiência no TRT-2
Na continuidade das tratativas, o Sindicato voltou a cobrar
respostas da empresa, especialmente sobre as autorizações do convênio médico
para procedimentos e cirurgias. Na ocasião, segundo o histórico da entidade, a
Casas Bahia não apresentou proposta.
22 de setembro de 2026 — Mobilização em frente à megaloja
O SECSP realizou um ato em frente à megaloja das Casas
Bahia, na região da Berrini, em São Paulo. A mobilização cobrou o pagamento das
verbas rescisórias e uma definição sobre a situação dos convênios médicos.
A luta continua!
O Sindicato dos Comerciários de São Paulo permanece nas
discussões e nas ações em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras das Casas
Bahia. A prioridade é garantir que as negociações cheguem a um resultado
concreto, com o pagamento das verbas rescisórias no menor prazo possível.
Demitiu, tem que pagar! Direitos dos trabalhadores não
são negociáveis.

